Dia 15 – Comidinha brasileira!
Acordamos tarde e, quase na hora do almoço, fomos com a Simona à Suíça no shopping de outlet. Compramos várias coisinhas e descobrimos que algumas marcas, como Gucci ou Dior, são inacessíveis mesmo com 70% de desconto! Danilo comprou um relógio e eu, uma bolsa da Kipling muito cuti cuti!
De volta a Varese, comemos um lanche leve porque iríamos no restaurante “Cantinho Brasileiro” à noite. No caminho para o restaurante, passamos em uma loja de óculos para comprar os óculos de sol novos do Danilo (eu estraguei os que ele tinha; em Milão ele pediu pra eu segurar os óculos e eu coloquei na bolsa. No dia seguinte, vimos que a lente esquerda inteirinha estava riscada!). Fomos a essa loja porque a cunhada do Luigi trabalha lá e teríamos desconto. Danilo escolheu um esportivo (pra variar...) da Nike. Chiquezinho!
O “Cantinho Brasileiro” fica em uma cidade perto de Varese e tem um jeitinho muito aconchegante. Os donos são amigos do Luigi, assim como todos os funcionários. Na nossa mesa tinha Guaraná Antarctica, Fanta Uva e caipirinha. Para comer, arroz, feijão preto, farofa, vinagrete, pastelzinho e banana frita. E o garçom passava com as carnes: lingüiça, tender, medalhão e picanha! Matamos a saudade da nossa comida (e do guaraná, né, não sei como eles vivem sem isso!)!
Depois do jantar, no espaço de bar do restaurante, o Luigi encontrou uns amigos (pra variar; parece até a tia Creusa, conhece todo mundo!) e fez amizade com outros. Aí, pronto! Ficamos mais umas 2 horas lá esperando o Luigi confraternizar com os amigos! Por causa do frio, esperamos no carro com a Simona.
Dia 16 – Flims!
Fizemos as malas (e nos preocupamos com a quantidade de coisas que vão ter que caber nelas quando a gente voltar para o Brasil!) e fomos ao supermercado fazer compras para a semana (porque, como eu já disse antes, os apartamentos da Hapimag têm cozinha completa, o que permite que cozinhemos em casa e economizemos).
Almoçamos no Luigi e depois saímos para Flims. São 2h ou 2h30 de viagem; cansativo, mas tivemos a sorte de encontrar uma Ferrari Enzo no caminho! Ouvimos o ronco dela num túnel e logo ela nos alcançou, linda e vermelha! Danilo tirou umas fotos enquanto Luigi a acompanhava.
Mas quando o motorista resolvia acelerar, não dava nem pra tentar ir junto!
Chegamos a Flims umas 5h30 da tarde, fizemos o check-in e fomos para o apartamento. Luigi não gostou porque ele reservou o apartamento “errado”; segundo ele, era pra gente ter ficado em um maior, mas ele confundiu na hora de reservar. De qualquer forma, é um apartamento para 2 pessoas, o que significa que a gente coube nele sem problemas!
A Hapimag fica a uns 100m da estação de esqui, que fica dentro da cidade mesmo (diferente de Bariloche, onde a gente tinha que viajar para as montanhas). É um lugar muito bonito, o Danilo não cansa de falar que é legal sair de casa e já ter neve na porta! Mas este ano não tem muita neve nem frio; o Luigi estranhou a pequena quantidade de neve na cidade, e nós passamos um calor do caramba com as roupas super gordas que compramos para esquiar!
Dia 17 – Domingando de novo
Saímos para “explorar” a cidade no domingão. Descobrimos que a tomada na Suíça é diferente da da Itália e não pudemos usar o computador (que estava com a bateria descarregada). Os bancos estavam fechados e descobrimos que aqui não tem caixa eletrônico! Ou seja, sem francos até segunda-feira. O aluguel de esquis estava aberto e vimos que a brincadeira ia custar caro.
Conhecemos a estação de esqui, mas não esquiamos: eu estava morrendo de medo, a estação estava superlotada e teríamos que alugar esquis por 5 dias (doeu no bolso). Fomos para casa perder algumas horas na lavanderia da Hapimag e jogar discobol e corrida de carros na sala de jogos!
Dia 18 – Minha frustrada tentiva de esquiar
Acordamos cedo e colocamos a roupa de esqui mais brega e quente do mundo (todos aqui usam usar calças e jaquetas impermeáveis, mas não como as nossas, com enchimento que deixa a gente parecendo que está vestindo uma pilha de pneus!). Alugamos as botas, o esqui e o snowboard e eu me lembrei de como é difícil andar com aquelas botas, ainda mais toda distância da loja até a estação (em Bariloche só colocávamos as botas lá na porta do teleférico).
Ficamos meio perdidos na estação, tentando descobrir onde deixar os tênis, que teleférico pegar (porque lá tem trocentos!) e fomos para a pista de iniciantes, a 1620m de altitude! As pistas são muito diferentes de Bariloche, e isso me deixou assustada. Chegando lá, vimos vários grupos com professor esquiando muito melhor que a gente (e na pista de iniciante!). Eu travei, fiquei com muito medo, estressei e desisti. Desci de teleférico, peguei meus tênis e fui marcar uma aula particular na escola de esqui (mais dinheiro na brincadeira). Pensei em devolver os esquis e não gastar mais com isso, mas o Danilo acha que se eu tenho os esquis e a montanha, tenho que aproveitar a oportunidade. Então, vou tentar de novo com o professor amanhã.
Fui pra casa ensopada de suor (que raiva das minhas roupas de neve!), penei para levar os esquis, que são muito pesados, tomei banho e logo o Danilo voltou também. Ele desceu a pista umas duas ou três vezes, tomou um capote meio doloroso e resolveu voltar pra casa.
Depois do almoço capotamos na cama e à noite fomos jantar no restaurante do hotel, porque aqui tem um Cordon Bleu dos melhores. Só que segunda é dia de pasta e queijo Raclette e então tivemos que comer pasta e queijo Raclette (Danilo gostou depois de um tempo; eu não). Descobrimos que tem uma garçonete portuguesa aqui e que se chama Ana Paula também!
Quanto ao computador, o Danilo resolveu o problema de adaptador sozinho, porque a loja de eletrônicos não abriu e o hotel não tinha adaptador para a tomada italiana. Então, ele pegou todas as ferramentas pontiagudas da cozinha, abriu a tomada do computador e arrancou o pino do fio terra; aí o fio ficou igual ao brasileiro, encaixou no adaptador e pudemos carregar a bateria! Danilão esperto!
*OBS: Podem achar que sou uma boba, que estou muuuito ansiosa para voltar para casa. É claro que esta é uma viagem maravilhosa e tal, mas estou cansada já, quero voltar pro meu canto. Logo, estou fazendo outra contagem regressiva: faltam 5 dias para a viagem de volta!
Não perca, no próximo episódio:
- Ana Paula esquia com uma instrutora mais nova que ela;
- Danilo e Ana Paula provam Cordon Bleus;
TO BE CONTINUED...
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